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C o n v ê n i o s
Redator: Profº Dr. Danilo Arruda . Desenvolvimento:
Principais Doenças de Verão
Insolação
A insolação é provocada pela exposição excessiva ao sol. Ela pode provocar intensa falta de ar, dor de cabeça, náuseas e tontura, temperatura do corpo elevada, pele quente, avermelhada e seca, extremidades arroxeadas e até mesmo a inconsciência.
Mesmo sem estar diretamente exposto ao sol, é possível ter insolação. A areia reflete o sol e, desse jeito, aumenta a temperatura da pessoa pelo calor, não pela exposição direta ao sol. Nesse caso, a pessoa não queima, mas assa. Os sintomas são idênticos aos da insolação.
Na insolação ocorre também desidratação e o individuo apresenta queimaduras que no início se manifestam por pele vermelha e ardida e quando em estágios mais avançados e graves, leva a formação de bolhas na pele.
Ao primeiro sinal de insolação, é aconselhado que a pessoa procure a sombra além de se hidratar de forma adequada. Em casos graves de queimadura e de aumento da temperatura corporal, é necessário procurar o atendimento médico.
As pessoas devem evitar tomar sol entre 10h e 16h (11h e 17h, no horário de verão), e não devem fazer exercícios físicos sob o sol nesse horário. É aconselhado também, tomar cerca de dois a três litros de água por dia, e usar protetor solar pelo menos 15 minutos antes da exposição do sol, repetindo a aplicação a cada duas horas.
Micoses
Como o verão é a estação mais quente do ano, transpiramos muito e temos mais contato com a água. Isso faz com que a nossa pele fique úmida por mais tempo. A umidade da pele favorece o aparecimento das micoses, que são doenças causadas por fungos e que podem ser adquiridos na praia ou nas piscinas. Em contato com a pele úmida, os fungos se desenvolvem rapidamente.
Todo o corpo pode ser afetado pelas micoses. No verão, é mais comum o acometimento das virilhas, pés e unhas.
A doença inicia-se sempre por uma pequena lesão vermelha. Provoca escamação contínua da pele e coceira. O stress e o sol podem facilitar a sua manifestação.
No pé, a micose mais freqüente é o pé-de-atleta, ou frieira. Ela ocorre entre os dedos. Esse tipo de micose quando não tratada pode facilitar a entrada de germes na perna provocando erisipelas, além disso com o passar do tempo provoca mau cheiro.
Nas unhas a doença mais freqüente é a onicomicose. É provocada por fungos e também por outro tipo de microrganismo comum na natureza: as leveduras. Inicia-se na ponta da unha, deixando-a amarelada. Dói bastante e incomoda. Aos poucos, a unha fica espessada e com aparência feia.
Ao sinal de micose, deve-se procurar o dermatologista. A automedicação não é aconselhada já que as micoses podem ser confundidas com outras doenças.
O Bicho-de-Pé
O bicho de pé também pode atrapalhar as suas férias e é comum nas áreas rurais. Ele é um tipo de pulga, denominado Tunga penetrans que se aloja na pele para alimentar-se do sangue e para por seus ovos. Ela pode se alojar em qualquer parte do corpo, mas prefere a região próxima às unhas. Começa com uma leve coceira no local, que pode evoluir para quadros mais graves. Caso acometido pelo bicho-de-pé, deve-se procurar o médico para sua remoção. Há casos em que é necessário o uso de antibióticos e também da vacinação contra tétano.
Intoxicação Alimentar
Nas férias é comum que as pessoas se alimentem na praia, no clube ou em outros locais que muitas vezes não possuem higiene adequada no preparo e conservação dos alimentos. As refeições em self-service que são comuns nestes períodos, os salgadinhos na praia, os peixes e outros petiscos que na maioria das vezes ficam expostos por longos períodos à temperatura ambiente são os principais causadores da intoxicação alimentar.
Intoxicação alimentar é o nome que se dá aos sintomas desagradáveis que uma pessoa experimenta depois de ingerir alimentos contaminados por microorganismos nocivos. Os microorganismos afetam diversos tipos de alimentos, não sendo obrigatório que ele esteja estragado para que ocorra a contaminação. São várias as causas de intoxicação alimentar.
Quando uma pessoa ingere um alimento contaminado, ela pode desenvolver alguns sintomas que variam de acordo com o microorganismo causador do distúrbio. Um alimento contaminado pela Salmonela, por exemplo, que é um microorganismo que atinge as carnes, pode causar diarréia, um simples desarranjo intestinal, náuseas, vômitos, febre, cefaléias, e até mesmo, desidratação grave.
Em geral, os sintomas da intoxicação alimentar duram poucos dias. Nos casos menos graves, um dia de repouso e a ingestão de uma grande quantidade de água ou de sucos, são suficientes para compensar a perda de líquidos provocada pela diarréia ou pelos vômitos. Nos casos mais graves, é necessário procurar um médico para o tratamento especifico contra o agente causador da intoxicação. A intoxicação alimentar nos casos mais graves pode ser fatal.
Verminose
"A larva migrans também pode ser contraída nas praias, transmitida por larvas de parasitas presentes em fezes de cachorro". O parasita penetra a pele, principalmente no solado dos pés, e se desenvolve causando inflamação.
Candidíase
O fungo causador segue a tendência a se proliferar mais no verão e pode ser contraído na praia. "Em crianças, é o que se costuma chamar de sapinho e brotoeja", explica o dermatologista. "Forma pequenos pontos vermelhos e causa coceira nos genitais e em mucosas, como o canto da boca".
Impetigo
É mais uma doença de pele comum no verão. Causado pelo desequilíbrio da população de uma bactéria normalmente presente na pele - a Streptococcus pyogenes -, o impetigo pode ser deflagrado por mudanças no clima. Muitas vezes, lesões causadas por picadas de inseto se tornam foco para a ação da bactéria, que causa inflamação e forma uma crosta cor-de-mel. A maior parte destas doenças pode ser tratada com cremes antibióticos ou antifúngicos, caso não ocorra comprometimento geral da saúde.
Ouvido
Um dos problemas comuns no verão é o aumento das inflamações e infecções no ouvido, conhecidas como otite externa - um tipo de infecção que acomete o canal externo do órgão auditivo. Por ser quente, úmido e escuro, o canal pode facilmente inflamar-se ou infectar-se com fungos ou bactérias.
Os sintomas mais comuns da otite externa são dor de ouvido, que piora quando a orelha é pressionada ou puxada; coceira no canal externo, saída de secreção, inchaço e diminuição da audição. O recomendável é procurar atendimento médico, evitando a automedicação, uso de xampu e hastes de diferentes espécies para manipular o ouvido (como o uso de cotonetes).
Acne
Durante o verão, aumenta a oleosidade da pele, favorecendo o surgimento da acne. "O sol pode, em um primeiro momento, secar as lesões de acne e dar impressão de melhora. Porém, após alguns dias, ocorre o chamado efeito rebote, pois há um aumento da produção sebácea para compensar o ressecamento. Dessa forma, a acne piora", alerta o médico dermatologista Humberto Ponzio. Para manter a pele protegida, ele recomenda utilizar o fotoprotetor diariamente, manter a pele limpa, tonificada e hidratada, além de evitar produtos oleosos e cremosos que costumam obstruir os poros.
Conjuntivite
Coceira, irritação e sensação de desconforto nos olhos são alguns dos sintomas da conjuntivite, inflamação da membrana transparente que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. A doença é contagiosa e atinge a população com mais freqüência durante o verão. Quando surgirem os sintomas, o importante é buscar imediatamente a ajuda de um médico e tomar alguns cuidados para evitar a infecção de outras pessoas. Lavar as mãos com freqüência e separar alguns objetos pessoais do paciente evitam que a doença se espalhe.
A Desidratação
A desidratação é a perda de líquidos e sais
minerais do corpo. Normalmente, perdemos em
média 2,5 litros de água por dia, seja pela urina,
fezes, suor ou até mesmo pela respiração. Essa
perda pode ser aumentada por vários fatores no
verão. O aumento da transpiração, ou ainda
alterações provocadas pela ingestão de alimentos
contaminados ou mal conservados como vômitos
e diarréias são mais freqüentes neste período.
Quando uma pessoa está desidratada, ela
apresenta sede, fica muito tempo sem urinar,
com a boca e mucosas secas, olhos ressecados
e fundos e mais irritada.
A desidratação pode ser grave e por isso, deve
ser evitada. Algumas dicas importantes para
prevenir a desidratação são: prefira local arejado
e com sombra, use roupas leves, e ingira
constantemente líquidos, deve-se estar atento
também aos alimentos consumidos.
O soro caseiro pode ser utilizado sempre que se
suspeitar de uma desidratação. Ele deve ser feito
misturando uma colher de chá de açúcar e uma
colher de café de sal em um litro de água. Deve-se
oferecer à pessoa desidratada à vontade a
cada 20 minutos e após cada evacuação no caso
de diarréia. Há casos em que a desidratação se
torna mais grave sendo necessário o
atendimento hospitalar.